terça-feira, 17 de maio de 2011

O GATO FELIX


Acredita-se que Felix tenha sido criado em 1919 pelo cartunista Otto Messmer, apesar do produtor cinematográfico e também cartunista australiano Pat Sullivan, que detinha os direitos autorais sobre o desenho, se dissesse o criador do gato.
Tudo pode ter começado em 9 de novembro de 1919, quando um personagem muito parecido com o Gato Felix de nome Master Tom, foi feito no estúdio de Pat Sullivan, com direção do caricaturista e animador Otto Messmer, que recebeu o nome de Feline Follies. O sucesso do curta-metragem levou Sullivan a produzir seu segundo trabalho com Master Tom, o The Musical Mews, outro grande sucesso. O produtor John King sugeriu a Sullivan e Messmer mudar o nome de Master Tom, surgindo assim o Gato Felix (felis-gato e felix-sorte). No dia 14 de dezembro de 1919 estreou o terceiro e novo filme do gato já com o nome de Félix, chamado  The Adventures of Felix.
Rapidamente Félix tornou-se um dos personagens mais conhecidos em todo o mundo, suas histórias foram publicadas por 250 jornais diferentes, tornando-se uma celebridade, algo que se intensificou ainda mais quando o felino debutou nos cinemas. Felix ficou tão famoso que Charles Lindbergh pediu autorização a Otto e Oriolo para usá-lo como mascote de seu histórico vôo sobre o Atlântico.
Em 1921, Gato Felix serviu para vender os novos carros da Chevrolet, com anúncios enormes de Felix acompanhados com letreiros em neon, tornando a marca ainda mais famosa em Los Angeles. No ano seguinte  Messmer lançou pela King Features Syndicate uma nova tira de sucesso do personagem e um curta intitulado Felix in Hollywood, vários coadjuvantes apareciam no mundo de Felix, como: Inky, Dinky e Winky, os sobrinhos do Gato Felix; sua noiva Kitty; o rato Skiddoo e Willie Brown.
Seus traços foram aperfeiçoados em 1924 por  Bill Nolan. Naquela época os desenhos do Gato Felix eram distribuídos por Margareth J. Winkler, mas em 1925 Sullivan assinou um acordo com a Educational Pictures que passou a distribuir os desenhos do gato até 1928.
No final da década de 1920, mesmo com as evoluções da época como a chegada do som ao cinema, o produtor Pat Sullivan resolveu esperar um pouco mais para colocar fala no desenho animado, assim o sucesso de Felix entrou em declínio, ofuscado por outro grande personagem das animações, o Mickey Mouse, de Walt Disney, que além de fantástico, falava!

Na época, Sullivan e Messmer não quiseram aderir à produção sonora e Felix ficou ultrapassado. Quando Sullivan decidiu finalmente fazer a transição dos desenhos mudos para os falados, em 1929, o Gato Felix teve seu primeiro desenho com som, o Film Daily, onde o personagem cantava imitando o estilo de Al Jolson, mas foi um verdadeiro fiasco, pois exibiram um áudio de péssima qualidade. Parecia ser tarde demais para recuperar o sucesso de Felix, pois Mickey já tinha abocanhado grande parte do mercado e a iniciativa fracassou, sendo suspensa no ano seguinte.
Sullivan faleceu em 1933. Apesar disso, o gato ficou marcado por ser a primeira imagem a ser transmitida em um receptor de TV. Isso aconteceu em 1928 nos laboratórios da RCA Research Labs, quando foi utilizado um boneco de Felix para efetuar os testes com a Televisão.
Em 1936, o personagem ainda teve desenhos em cores e com som produzidos para o cinema, e depois quase desapareceu, até 1953 quando suas animações cinematográficas começaram a ser exibidas pela TV.
Nos desenhos de Felix o gato chamava a atenção por onde passava por ser uma referência de boa conduta, sempre tratando os que encontrava com muito respeito e gentileza, o tipo de comportamento perfeito para quem queria viver tranqüilo, mas inevitavelmente o bichinho costumava se meter em encrencas.  
Para se livrar de suas enrascadas o gato possuía uma espécie de super-poder bem esquisito, ele utilizava seu rabo, transformando-o em diversos objetos que precisava. Assim, era possível encontrá-lo empunhando uma espada ou uma chave para abrir uma porta, objetos transformados diretamente da sua calda. Às vezes Felix conseguia até mesmo tirar sua calda do corpo. 
De cor preta e levemente curvado, o Gato Felix tinha sempre à mão outro valioso pertence, uma maleta amarela mágica, que ninguém sabe de onde veio. A Bolsa Mágica (Magic Bag), como era chamada, também tinha a capacidade de assumir a forma de qualquer outro objeto, inclusive de alguns muito grandes, como casas ou meios de transportes, elementos que certamente não seriam possíveis de conseguir apenas com sua calda. Por esse curioso poder, a Bolsa Mágica vivia sendo alvo dos bandidos que tentavam levá-la a qualquer custo.
Entre os malvados que tencionavam roubar a tal maleta estava o vilão Professor e seu comparsa Rock Bottom. De bigode branco e carrancudo, Professor vivia em seu laboratório, arquitetando maneiras de conquistar a bolsa mágica. Obviamente, nem sua mente brilhante e nem a ajuda do cachorrão Bottom, lhe faziam ter êxito, pois Felix era muito esperto.
Não bastasse ter que fugir das armações do Professor, o gato ainda precisava driblar os planos do robô Mestre Cilindro (Master Cylinder), uma lata velha mal-encarada que vivia na Lua buscando maneiras de capturar Felix e sua maleta. Cilindro acreditava ser o "Rei da Lua" e ninguém conseguia controlá-lo, nem mesmo o Professor, que já tinha sido seu mestre.
Felizmente o gato não estava sozinho, ele tinha a ajuda de Poindexter, um garoto cientista com QI 222, que explicava tudo de um modo científico e que ironicamente era sobrinho do Professor; além do amigo Vavoom, que usava o seu poderoso "grito" para ajudar o seu companheiro a escapar das mais difíceis situações, pois ao bradar fortemente a palavra “Vavoom” podia quebrar qualquer parede!

Tão logo o sucesso dos desenhos animados do Gato Felix, produzidos por Joe Oriole, despontou nos Estados Unidos em meados dos anos 60, a Tv Tupi trouxe o felino para sua programação.  Nos final dos anos 60, o gato aprontou das suas na Tv Gazeta de São Paulo, antes de se transferir para a Rede Globo onde ficou até a década de 1980.  
O público brasileiro já estava um pouco esquecido do personagem, quando a Tv Record o resgatou na década de 1990 para a sua programação. Também foi exibido pelos canais Rede Brasil, Cartoon Network e Boomerang. 
Por aqui, o bichinho  teve três dublagens. A voz mais conhecida do Gato Felix no Brasil é da dubladora Márcia Gomes, a sua primeira voz em terras tupiniquins. Mas também foi dublado por José Luiz Barbeito e Leda Figueiró.
O seu sucesso no Brasil não foi diferente de outras partes do mundo. Monteiro Lobato chegou a escrever uma história chamada "O Gato Félix", onde um gato impostor, se passa pelo personagem "Félix" dos desenhos animados, a história foi incluída mais tarde, como um capítulo do livro Reinações de Narizinho.  






A FORMIGA ATOMICA


O desenho A Formiga Atômica estreou em 1965, trazendo as aventuras da formiga no programa intitulado “The Atom Ant Show”. A série durou três anos, sendo que no último a pequena heroína dividiu seu tempo nas telinhas com outro personagem da Hanna-Barbera Productions, O Esquilo Sem Grilo. Essa terceira temporada da personagem, com o nome de “The Atom Ant/Secret Squirrel Show” teve apenas 6 episódios.   
A pequenina heroína também teve algumas participações na série A Turma do Zé Colméia.
A personagem também teve sua versão em quadrinhos aqui no Brasil, ela foi um dos destaques da revista Heróis da TV (publicada entre 1975 e 1977) e Astros da TV (publicada no início dos anos 80) da editora Abril. Também nos anos 80, a Formiga Atômica foi publicada, com outros personagens da Hanna-Barbera, pela revista HB Show, da Rio Gráfica Editora.
A Formiga Atômica é um dos personagens da Hanna-Barbera que mais se aproximam dos super-heróis tradicionais, ainda que em forma de paródia. Na verdade ela mais parece o Super Homem com anteninhas e bem minúsculo.
Primeiro super-herói criado pela dupla Hanna e Barbera, a pequena poderosa talvez seja o menor super-herói de todos os tempos, mas isso não importa muito porque ela pode voar, tem super-velocidade e força incalculável, assim, sempre surge quando alguém precisa de ajuda.
Ela mora em um confortável formigueiro próximo da cidade, equipado com um computador do tipo mainframe e uma pequena academia onde a super formiga adora se exercitar com gigantescos halteres, pesados demais até para um Arnold Schwarzenegger. Mas basta suas antenas atômicas detectarem um pedido de socorro, que ela larga o que está fazendo e entra em ação, gritando sua frase favorita: "Lá vem a triônica, a Formiga Atômica". Usando os seus superpoderes a pequena heroína enfrenta mafiosos, ladrões ou qualquer tipo de vilão que possa oferecer perigo a paz na cidade.







sexta-feira, 13 de maio de 2011

A PANTERA COR DE ROSA


Em 1964 foi criada uma série de filmes para o cinema estrela por Peter Sellers, que não tinha muito haver com a personagem da Pantera Cor-de-Rosa que conhecemos dos desenhos animados. O primeiro filme da série, A Pantera Cor-de-Rosa,  narra as aventuras do atrapalhado Inspetor Closeau correndo em busca do diamante que dá nome ao filme. Ele continua seguindo a jóia "pantera cor-de-rosa" por mais algumas seqüências como: A Volta da Pantera Cor-de-Rosa (1975), A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa (1976), A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa (1978)  e os embaraçantes A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa (1982) e A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa (1983), já sem Sellers no papel principal.



Epodios







A primeira aparição da personagem em animação foi na abertura do primeiro longa-metragem. Friz Freleng e David DePatie foram chamados para criarem uma introdução para o filme, uma espécie de "mini" desenho animado que mostra o Inspetor Closeau correndo atrás da Pantera Cor-de-Rosa, só que, ao invés de desenharem o diamante, fizeram uma brincadeira ao pé-da-letra e desenharam a pantera que todos conhecemos. Apesar de só aparecer por alguns minutos na tela do cinema, a felina agradou tanto ao público que acabou ganhando uma série animada só dela.

terça-feira, 3 de maio de 2011

THUNDERCATS


Na década de 80, surgiram muitos desenhos animados de qualidade. Thundercats conseguiu emplacar como um grande sucesso entre tantos outros já consagrados. O estúdio Rankin/Bass (EUA) foi o responsável pela riqueza de detalhes e a animação de primeira linha que chamaram e chamam até hoje a atenção de qualquer um que assista aos episódios.
Thundercats entrou no ar em 1985, ano que muitos consideram como o ápice dos desenhos animados da década, e estreou já causando furor, conseguindo ficar constantemente entre os líderes de audiência. A série conta a história de sete personagens de uma espécie meio-homem/meio-gato, que fogem de seu planeta natal à beira da destruição, Thundera, para chegar no terceiro mundo - um planeta parecido com a Terra. Neste grupo de felinos estão incluídos Lion, líder dos Thundercats apesar de parecer um tanto quanto inexperiente para isso; Panthro, mecânico e mestre em artes marciais que usa seu nunchaku para combater os seres hostis que encontra; Tygra, o cientista do grupo, possui uma boleadeira com o poder de torná-lo invisível; Cheetara, capaz de desenvolver uma velocidade fora do normal enquanto corre e usa seu bastão acrobático para se defender; Wilykit e Wilykat são as crianças do grupo, dois irmãos que possuem bombas de gás para qualquer eventualidade; e por último, mas não menos importante, Snarf, protetor de Lion e responsável pelo lado mais cômico da série.
Mas eles encontram dificuldades no terceiro mundo, onde habita Mumm-Ra, um ser semelhante a uma múmia que vive numa pirâmide mística, mais especificamente dentro de um sarcófago. Volta e meia evoca espíritos do mal para transformá-lo numa entidade mais poderosa capaz de enfrentar os Thundercats, mas assim que vê seu reflexo em algum lugar, volta ao antigo estado decadente. Junto com Mumm-Ra age um grupo de mutantes vindos também de outro planeta, Plun-Darr: Chacal, Simeano, Abutre e Escamoso.
Os Thundercats tiveram que se adaptar ao seu novo habitat e para isso construíram a Toca dos Gatos, uma fortaleza monumental capaz de abrigá-los e protegê-los de ataques inimigos, graças aos avançados esquipamentos de rastreamento e artilharia. O que merece destaque no arsenal dos felinos é o famoso Thundertank. Construído por Panthro, é capaz de enfrentar quase qualquer tipo de terreno. Possui diversas armas e nele é possível transportar todos os Thundercats. É um veículo versátil e muito original. Aliás, originalidade é um fator constante nesta série animada. Todo o universo criado em Thundercats continua sendo extremamente inovador apesar de produzido há quinze anos. Exemplo disto é a espada usada por Lion para se defender. A Espada Justiceira (Sword of Omens) tem um visual magnífico. Ela traz o Olho de Thundera, símbolo dos Thundercats - e que símbolo! - em posição de destaque, e ornamentos ao seu redor dão o acabamento. Além disto, ela tem poderes muito interessantes. Quem não se lembra de Lion gritando "Thunder, thunder, Thundercats... Hooooo!" enquanto brandia sua espada no ar para chamar seus amigos onde quer que estivessem? Ou então da frase "Espada Justiceira, dê-me a visão além do alcance", que fazia o Olho de Thundera mostrar a Lion uma imagem de algo acontecendo longe de onde estava. São frases que ficaram tatuadas na memória de qualquer fã da série.
Infelizmente Thundercats deixou de ser produzida em 1986, ficando ainda muito a ser explorado por seus criadores. Mas com certeza deixou sua marca no segmento da animação. Este desenho tão denso artisticamente e capaz de gerar tantos produtos no mercado - que variavam de bonecos e veículos de brinquedo a lancheiras e réplicas de plástico da Espada Justiceira ? mostra o quanto que a indústria de animação está devendo ao seu público atualmente. "Thunder, thunder, Thundercats... Hooooo!"

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PATOLINO


Patolino é um personagem animado da série Looney Tunes da Warner Brothers. Foi o primeiro membro dos personagens “de personalidade excêntrica” que surgiram nos anos 1930 para suplantar personagens “de personalidade comum”, como Mickey Mouse, popular nos anos 1940. Patolino surgiu de modo caricato em 1937, em “A caça ao Pato de Gaguinho” (Porky’s Duck Hunt) e se tornou um dos personagens mais loucos da história dos cartoons. Até ali nunca se tinha criado nenhum personagem assim e foi como resposta à reação positiva ao Patolino que a Warner criou uma faceta mais louca e cômica. Pelas mãos de Tex Avery, Bob Clampett, Frank Tashlin, Friz Freleng, Art Davis e Robert McKimson, este pato negro tinha de ser a estrela num dos desenhos mais famosos de todos os tempos. Nos primeiros anos, Patolino foi um pato hiperativo, agressivo e dominante. Ao contrário do Gaguinho que foi brando amaneirado e tímido. Eles formaram uma dupla estabelecida e fizeram muitas aparições juntos. A audiência facilmente relacionava esta luta épica entre o pequeno pato preto imprevisível e este porco agradável e bochechudo. A seguinte grande modificação em Patolino veio quando Chuck Jones o juntou com o Pernalonga. O Patolino passou de um pato neurótico a um pato pensador. A sua personalidade é agora a astúcia, a conspiração, gananciosa e um tanto agressiva em alguma das suas diligências. Isto ficou bem com a conduta fresca, pensadora de Pernalonga, e fez um conflito que ainda vive até hoje.Mesmo com todo seu planejamento difícil, Patolino nunca pareceu sair no topo. A sua atitude egoísta “dos meus”, com relação à sua fome da prosperidade, foi sempre a queda de qualquer plano bem posto. O que fez isto uma boa combinação com o seu público foi o fato que eles podem relacionar-se a ambos os lados. A voz foi criada por Mel Blanc, com o objetivo de ser uma imitação do produtor Leon Schlesinger, que o achava extremamente engraçado, nunca percebendo que era uma paródia à sua própria voz, mas Blanc afirmou em sua auto-biografia que ele imaginou a pronúncia por causa da grande mandíbula do pato. Depois da morte de Blanc, o pato foi dublado por Jeff Bergman (1990-1993), Greg Burson (1993-1996), Dee Bradley Baker (no filme Space Jam) e desde 1996 é dublado por Joe Alaskey. Em Portugal, é dublado por Carlos Freixo. No Brasil, foi dublado por Waldyr Santanna, Carlos Marques, Orlando Drummond, e desde 1996 é dublado por Márcio Simões (que também faz Frajola).




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FANTOMAS


Fantomas é um dos mais famosos heróis dos quadrinhos no Japão. Originalmente chamado de “Ogon Batto” (Morcego Dourado), foi objeto de uma série animada em 1967, produzida pela Daichi Doga, num total de 52 episódios. A série foi transmitida em diversos países incluindo Austrália, Itália e Brasil, onde fez muito sucesso.
Trata-se de um super esqueleto humano que anda com uma clava na mão e que se anuncia através de uma risada macabra. Foi criado há milênios atrás pelos sacerdotes do continente perdido de Atlântida. O lugar estava sendo aterrorizado pelo Dr. Morte e criou-se um ser equivalente, que pudesse enfrentar o vilão. A única diferença entre os dois é que a clava do Dr. Morte pode se transformar em uma serpente.

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TORO E PANCHO



- Hey Toro ?
- O que é Pancho ?
- O Gafanhoto está chegando
- Obaaa....vamos come-lo.

A dupla de paspalhões do brejo vivia tentando capturar e comer o gafanhoto, mas sempre se davam muito mal. Como sempre o gordo era o mandão e o magro o bobão. Uma versão do brejo do gordo e o magro. A série foi criada nos anos 60 pela produtora Depatie Freleng e era apresentada junto com o desenho da Cobrinha Azul.

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