Herbie já era um consagrado fusquinha quando o segundo filme do carrinho foi lançado em 1974 com o título de As Novas Aventuras do Fusca. O fusquinha de corrida com personalidade própria tinha o poder de conquistar os corações das crianças, em parte, porque o veículo popular da Volkswagen tem uma graciosidade particular, mas também porque dar uma personalidade carinhosa a um veículo foi uma idéia inteligente e lucrativa.
O fusquinha Wheelie, era vermelho e com olhos azuis. Amável, esperto e extremamente corajoso, ele só tinha um pequeno problema: Wheelie era o único que não falava no desenho, ele apenas emitia sons pela sua buzina e se comunicava com mensagens escritas em seu vidro dianteiro.
Wheelie namorava a fusquinha Rota, uma charmosa conversível amarela tão graciosa quanto a Penélope Charmosa. A única coisa que o casalzinho pretendia era passear juntos, vivendo de amor, mas uma gangue de motocicletas, a temível "Turma do Chapa" (na redublagem chamada de Bando do Motocão), não deixava o casal em paz, sempre criando armadilhas para acabar com o pobre Wheelie, tudo para que o líder da gangue conseguisse conquistar o coração da fusquinha Rota.
No Brasil, o desenho foi apresentado nos anos 70, 80 e recentemente nos anos 90 pela Rede Record, nas manhãs de sábado. O desenho teve uma boa repercussão no Brasil, chegando a ganhar histórias em quadrinhos por aqui. Recentemente foi reprisado pelo canal a cabo Boomerang.
Pepe Legal (Quick Draw McGraw) foi a terceira produção de desenhos animados produzidos e criados pela Hanna-Barbera, depois de outros dois sucessos Jambo e Ruivão e Dom Pixote. O desenho foi exibido originalmente nos Estados Unidos, entre 15 de setembro de 1959 a 3 de setembro de 1966, na emissora CBS até 1964 e depois na ABC entre 1964 a 1966.
Pepe Legal era uma satiriza aos westerns, que naquela época faziam muito sucesso, principalmente entre o público norte-americano.
O segmento era apresentado ao lado de dois desenhos animados bem famosos - Olho Vivo e Faro Fino e Bibo Pai e Bóbi Filho. Depois que o programa The Quick Draw Show foi encerrado, Pepe Legal ainda continuou a aparecer em outras produções da Hanna-Barbera, inclusive em A Turma do Zé Colméia, "Yo Yogi", "Scooby´s All-Star Laff-a-Lympics", "Caspe'r´s First Christmas" e também em "Samurai Jack" e em A Corrida Espacial. Cada episódio do desenho tinha aproximadamente seis minutos, o que permitia ser apresentado quatro episódios por programa de meia hora, incluindo os comerciais.
Na abertura do desenho Pepe Legal vem numa carroça puxada por outros cavalos, passando por desfiladeiros, pontes, riachos. As rodas se adaptam às curvas do caminho, aumentando e diminuindo a largura do eixo ou crescendo e diminuindo para se adaptar às depressões do terreno. Uma máquina fantástica. No final, ao puxar o freio, eis que o mesmo não funciona e nosso herói se vê afundando enquanto freia com o pé, até ficar completamente coberto pelo solo. Por ai já dá pra sentir as trapalhadas pelas quais o herói passa em suas aventuras. Pepe Legal era um xerife do Novo México que usava um distintivo de agente federal e demonstrava ser totalmente incapaz. Ele falava devagar, porque pensava devagar, e quando finalmente conseguia tirar o revólver do coldre, geralmente atirava no homem errado.
O herói tinha ao seu lado o parceiro Babalú, um burrinho mexicano, que muitas vezes conseguia resolver os casos para o xerife. O sotaque mexicano de Babalú era divertidíssimo e com ele vivia dando os melhores conselhos ao seu companheiro Pepe, mas eles não eram suficientes para manter este estúpido cavalo da lei longe do desastre a cada hilariante episódio. O burrinho sempre falava sobre seu amigo xerife: "Pepe Legal é inteligente, o que lhe falta é pensamento", justificando as confusões que Pepe Legal arrumva.
A dupla ainda contava com ajuda do cãozinho Rafeiro, que fazia qualquer coisa para ajudar Pepe Legal, desde que recebesse alguns biscoitos caninos. Ao recebê-los, ele se contorcia todo, cheio de felicidade, fechava os olhos e começa a flutuar, depois descia suavemente acompanhado por um som celestial.
Pepe Legal tinha uma identidade secreta, uma espécie de vingador mascarado chamado El Cabong. Assim como existe "Zorro, de capa e espada", existia também "El Cabong, de capa e violão". Isso mesmo, seu violão era sua poderosa arma, capaz de desarmar qualquer vilão, apenas com uma paulada do instrumento musical na cabeça, seguido da palavra: “Kabongo”.
Quando Pepe Legal dizia "E não se esqueça disso" era sinônimo de que a diversão e ação estavam para começar. Pepe Legal deve muito de seu grande sucesso no Brasil à dublagem especialmente bem feita da AIC - São Paulo. O sotaque mexicano de Babalu muito bem interpretado por Roberto Barreiros, além do jeitão exagerado do Pepe Legal feito por Lima Duarte e depois por Amaury Costa, ficaram guardados para sempre na memória de quem já viu a série.
No final da década de 1960, a emissora americana CBS, que estava perdendo audiência nas manhãs de sábado para ABC, resolveu encomendar a Hanna-Barbera um desenho de ficção-científica com heróis dotados de super-poderes. A Hanna-Barbera que só tinha experiência com desenhos leves, exceção de Jonny Quest, não tinha uma equipe de roteiristas e desenhistas com prática nessa área, mas aceitou o desafio.
A produtora contratou o desenhista Alex Toth, que já havia desenhado gibis de super-heróis como o Flash e Lanterna Verde para a DC Comics. Toth havia criado HQs para a EC Comics, nos anos 50 e quadrinizado diversos filmes e séries de TV como Zorro e Rio Bravo. Ken Spears e Joe Ruby foram chamados para roteirizar o desenho. Toth tomou como base o herói dos quadrinhos da Marvel, The Spectre, e criou um herói espacial chamado Space Ghost.
Quando estreou na TV, no dia 10 de setembro de 1966, cada episódio de Space Ghost tinha cerca de oito minutos. O horário era dividido com Dino Boy, no programa intitulado Space Ghost and Dino Boy.
O herói intergaláctico, poderoso e gentil, usava uma roupa branca, máscara preta (que jamais tirava) e tinha a capacidade de voar e ficar invisível, graças ao seu cinto de invisibilidade que também lhe concedia super-força. Space Ghost tinha ainda, em cada pulso, um bracelete com botões que, quando pressionados, emitiam raios com várias funções, entre elas, a projeção de escudos de força. Com muita concentração ele podia também se teleportar, transformando todos os átomos de seu corpo em energia. Mesmo com a capacidade de voar, Space Ghost tinha uma espaçonave, chamada de Crusador Fantasma, que podia atingir altas velocidades e estava sempre equipada com inúmeros armamentos de tecnologia avançada.
Space Ghost vivia em seu quartel-general situado no Planeta Fantasma (Ghost Planet), onde em sua sala de comunicação ele tinha acesso a computadores super-avançados, sala de radar e até um hangar. Em suas aventuras, patrulhando as galáxias, Space Ghost contava com a ajuda dos gêmeos Jan e Jace. O macaco Blip, entretanto, só apareceria na década de 1980. Os três possuíam um cinto de invisibilidade, um aparelho de comunicação e um pequeno jatinho nas costas que os fazia voar. Jan e Jace tinham ainda, uma espécie de motocicleta voadora.
As histórias mostravam o herói salvando os gêmeos de algum perigo espacial representado na figura de alguns monstros como Viúva Negra, Zorak, Sarrasco Humano, Lurker, Glasstor, entre outros.
Em 1976, após ser cancelado, a rede NBC reprisou o desenho junto com Frankenstein Jr., mudando seu título para Space Ghost and Frankenstein Jr. Show. E em 1981, o diretor de programação da emissora, Fred Silverman, criou o programa Space Ghost Show, onde era exibido desenhos com vários super-heróis.
Em 1994, o herói ganhou uma série no canal Cartoon Network onde entrevista celebridades que aparecem em um televisor, tendo Zorak e Moltar como auxiliares. Em 1995, um programa seguindo o mesmo estilo foi produzido, chamado de Cartoon Planet com Space Ghost.
Os Jetsons, nada mais são do quê "Os Flintstones do Futuro", certo? Bem no início essa pode ter sido a intenção do estúdio Hanna-Barbera, quando lançou essa série animada em 1962, no auge do desenho dos Flintstones. Mas aos poucos Os Jetsons foram conquistando seu espaço e seu público, ao mostrar um dia-a-dia de uma família futurista, que tem acesso as coisas mais fantásticas que a década de 1960 podia sonhar. Home-theather, carros voadores, cidades flutuantes e andróides.
O patriarca da família Jetson, o adorável George Jetson, é um pai esforçado, mas que sempre toma a decisão errada. Trabalhador, ele empenha 3 horas por dia na "Spacely Sprockets", onde tem que enfrentar o estressado e intolerante Sr. Cosmo Spacely, um sujeito que vive oferecendo a vice-presidência da empresa a George se este fizer tudo conforme suas idéias e que tem como maior cliente o Mr. Spendwell. George adora passar o tempo com sua família, em especial jogar Spaceball (sátira do Baseball) junto com seu filho Elroy, ou assistir Hill Stars Blues.
George é casado com a Sra. Jane Jetson, uma dona de casa que está sempre procurando por um novo visual, ou encontrando maneiras de tornar a vida de George mais fácil. Todos os dias prepara grandes jantares, como por exemplo o suco de escaravelhos e medalhões lunares. Jane é membro da "Galaxy Women Historical Society" (algo como Sociedade Histórica das Mulheres Galácticas). O casal tem dois filhos: a adolescente Juddy, que como qualquer jovem de sua idade preocupa-se com namoros e compras, mas também estuda Biologia dos Cyborgs e Astro Matemática; e o pequeno Elroy, um garoto considerado gênio nas ciências espaciais aos 10 anos de idade. Estuda na Little Dipper School e adora as aventuras espaciais de Nimbus.
Junto com a família estão o cachorro Astro, que não é muito esperto, mas que fala e vive demonstrando seu amor por George toda vez que este chega em casa; e Rosie, a empregada doméstica robô, que é um modelo já fora de linha, mas os Jetsons a adoram e nunca irão trocá-la por um modelo mais novo. Todos vivem em um arranha-céu futurista, no século XXI.
Em sua primeira fase, o desenho durou uma temporada apenas, sendo cancelado em 1963. Duas décadas mais tarde, o desenho foi relançado, sendo exibido de 1984 a 1987. Nessa segunda versão se junta à trupe o estranho Orbitty, uma criatura peluda com molas no lugar de pernas.
No Brasil o desenho não fez tanto sucesso quanto Os Flintstones masconquistou um público fiel.
domingo, 22 de maio de 2011
Tom & Jerry surgiram no final da década de 1930 quando vieram para as telas dos cinemas pelas mãos de Hanna e Barbera. Com produção da MGM, o desenho que havia sido solicitado pelo produtor Fred Quimby, estreou com o título de Puss Gets the Boot onde os protagonistas eram o gato Jasper e um ratinho ainda sem nome. O curta-metragem foi um incrível sucesso, recebendo aclamação da crítica, do público e uma indicação ao Oscar, dando início às perseguições que se tornariam tão famosas ao longo dos anos. Com o passar do tempo a MGM lucrava cada vez mais com os personagens e a medida em que novos episódios foram produzidos o ratinho recebeu o nome de Jerry e o gato foi batizado de Thomas, ficando conhecido como Tom.
Os desenhos tinham um único enredo: o gato Tom quer a qualquer custo capturar o ratinho Jerry para devorá-lo. Acontece que o felino é muito estúpido e Jerry muito esperto e por isso as coisas nem sempre são tão fáceis para Tom. As perseguições costumavam ser eletrizantes, sempre acompanhadas de boa música. As armadilhas e maldades que cada um preparava para o outro davam o toque final nessa relação de arqui-inimigos que existia entre os dois. A forma que toda essa briga chegava ao público, fazia tudo parecer uma brincadeira, portanto, se tornava algo leve e agradável.
Depois de cerca de 200 episódios para o cinema com grande sucesso, ambos foram para a televisão, após um longo período sem desenhos novos. A MGM decidiu trazer de volta a série, com a produção de Gene Deitch e com algumas modificações na animação. Deitch e sua equipe produziram treze episódios entre 1961 e 1962, mas com o fracasso da série na Europa a MGM cancelou o desenho.
Já em 1963 Tom & Jerry entraram numa nova fase, quando tiveram como animador Chuck Jones, que havia saído recentemente da Warner Brothers, ele redesenhou os personagens dando a Tom & Jerry um estilo mais próximo dos Looney Toons, nesta fase os personagens tiveram 34 episódios até 1967. Foi aqui que apareceu o cachorro Spike, que vivia defendendo o Jerry e dificultando a caçada de Tom, pois por ter seu sono perturbado pelo felino acabava batendo nele. Tom fazia de tudo para não acordá-lo temendo apanhar, mas Jerry sempre dava um jeitinho do gato incomodar Spike. Foi nessa fase também que apareceu a dona da casa onde eles moravam, mas ela jamais foi vista dos joelhos pra cima.
Em 1975, depois de uma pausa, a dupla Hanna e Barbera resolveu tomar a frente de uma nova fase de Tom & Jerry. Desta vez, as brigas e perseguições entre os dois personagens ficaram um pouco de lado. Quando foi reiniciada a produção da série, houve uma preocupação com a violência apresentada pelos episódios tradicionais, então para evitar protestos de alguns grupos de pais mais radicais, o gato e o rato agora participariam juntos na solução de mistérios e tramas, Jerry começou até a usar uma gravatinha borboleta! A idéia não foi muito bem aceita e acabou sendo a última vez em que desenhos novos de Tom & Jerry foram produzidos.
Em 1989 o gato e rato voltaram a brigar no desenho Tom & Jerry Kids, só que dessa vez os protagonistas da série animada eram os filhos da dupla.
Era época do movimento hippie, com jovens usando calças com bocas largas, visual surrado e usando cores psicodélicas. Na televisão os estúdios Hanna-Barbera atendia a um pedido do produtor Fred Silverman que queria um desenho que trouxesse mistério, comédia e aventura, nascia em 1969 Scooby-Doo Cadê Você?.
O desenho a princípio recebeu o título de "Mysteries Five" (O quinteto do mistério), depois alterado para "Who’s S-s-s-s-cared?" (Quem está com m-m-m-medo?). Fred Silverman, na época chefe de programação da CBS (emissora que exibia o seriado), sugeriu depois de ouvir a frase "scooby-dooby-doo" na música "Strangers in the Night", cantada por Frank Sinatra, o nome do personagem canino e conseqüentemente o definitivo da série.
O seriado estrelado pelo personagem canino passou por várias fases. Na primeira, o grupo investigava sozinho casos que envolviam mistério. No final da década de 1970, cada episódio contava com a participação de algum astro (versões caricatas de atores e atrizes famosos) e outros personagens da Hanna-Barbera. O casal Sonny e Cher, Os Globetrotters, Don Knotts, a Família Addams, Batman e Robin, o Gordo e o Magro, Dick Van Dyke, Jeannie e Babu e até os Três Patetas foram alguns dos homenageados. Em 1979, ele ganhou um sobrinho chamado Scooby-Loo (Scrappy-Doo no original). A Hanna-Barbera lançou em 1988 uma série que mostrava a infância de Scobby e sua turma.
Scooby-Doo tornou-se um grande sucesso em todo mundo, inaugurando o gênero "terrir" em desenhos animados e influenciou outras produções de caçadores de fantasmas juvenis, tais como: As Panterinhas, O Fantasminha Legal, Goober e os Caçadores de Fantasmas, Shmoo A Foca Fofa, Bicudo - O Lobisomen e Clue Club.
Casas mal-assombradas, múmias, ladrões, mulas sem cabeça, caveiras flutuando, esse é o universo de Scooby-Doo, um cão da raça Great Dane que viaja com um grupo de jovens metidos a detetives num furgão psicodélico chamado Máquina Mistério. O grupo de adolescentes presta serviço para a empresa Mistery Inc., criada pelos próprios detetives, que vivem seguindo pistas em lugares onde a maioria dos jovens da sua idade gostariam de passar longe. Depois de perseguir implacavelmente o suposto fantasma ou criatura que está aterrorizando as redondezas, o grupo põe em prática um plano para capturá-lo e no final chega a conclusão que a tal assombração não passava de alguém mascarado afim de tirar vantagem da fantasia de monstro para um propósito ambicioso. Ao ter seus planos frustrados por Scooby e sua turma, ao vilão só cabe lamentar: "Eu teria conseguido se não fossem esses garotos intrometidos".
Scooby-Doo o grande astro da série, é completamente atrapalhado, morre de medo dos monstros que tem que caçar e tem um apetite insaciável. Mesmo com essas qualidades (!), Scooby-Doo acaba sempre ajudando na solução dos casos, acidentalmente ou com a ajuda de seu apurado faro; Além de Scooby, o grupo de caçadores de mistérios possuí o metido a líder Fred Jones, um rapaz boa pinta que cria as mais variadas engenhocas para ajudar na solução dos mistérios; Daphne Blake, uma patricinha que geralmente é usada como isca para que os vilões sejam apanhados. Extremamente vaidosa, no meio de uma crise, Daphne é capaz se preocupar com a maquiagem. A personagem foi inspirada na dubladora Indira Stefanianna Christopherson que emprestou seus traços e voz para a criação de Daphne; Velma Dinkley, uma garota muito inteligente que é quase sempre quem desvenda os casos de mistério, mas que não tem sorte com os homens pois não está muito em forma. A única coisa que pode impedir Velma de criar grandes planos para caçar os fantasmas é perder os seus óculos, pois é completamente míope;
Mas o maior amigo do Scooby é magricelo Salsicha, que assim como cão detetive é covarde e faminto, não perdendo a chance de sair correndo no meio de uma perseguição, ou de procurar uma cozinha para fazer um lanchinho.
Anos mais tarde, numa outra versão do desenho, aparece o sobrinho do Scooby-Doo, o Scooby-Loo. Ao contrário do tio, o jovem era corajoso e enquanto todos corriam para o lado contrário do monstro, Scooby-Loo partia pra cima dele com punhos em pé.
No dia 10 de setembro de 1966 Hanna-Barbera lançou mais um clássico dos desenhos animados baseado nos costumes da época, dessa vez o estúdio explorava com ironia duas modas da década de sessenta, os grupos de rock e os super-heróis, tratava-se da animação Os Impossíveis.
O programa era exibido na rede norte-americana CBS, junto com outra animação, o Frankenstein Jr. e durou 36 episódios.
Inicialmente, o nome seria The Incredibles, e os primeiros storyboards ainda mostram este título, mas acabou sendo mudado para The Impossibles.
O grupo que protagonizava a série era formado por Coil - O Homem Mola, Multi-Homem e Homem-Fluído, um trio de roqueiros integrantes de uma banda que esconde secretamente a identidade de um grupo de super-heróis. Quando existe alguma ameaça, a equipe entra em ação e se transforma numa trinca de super-heróis bem divertidos prontos para combater os vilões. O grupo se chamava "Os Impossíveis" tanto em sua versão roqueira como quando exibiam seus super-poderes contra o crime. Já O visual dos heróis antes da transformação era o das bandas da época - todos tinham o penteado "moderno" e movimentavam-se tal qual sua fonte de inspiração.
Coil se tornava uma mola humana, podendo transformar os braços e as pernas em molas, além de utilizar sua flexibilidade para uma infinidade de movimentos. Baixinho e gordinho, o Homem-Mola era sempre o ídolo de todos os meninos baixinhos e gordinhos que assistiam a série; já o Multi-Homem era a imagem do cara desligado da turma, com o cabelo sempre cobrindo seus olhos. O Multi-Homem era capaz de duplicar a si mesmo criando inúmeras cópias iguazinhas uma a outra; e completava o trio o Homem-Fluído que tinha um poder que o fazia virar líquido e escapar das mais seguras armadilhas, além disso sempre usava uma máscara de mergulho completamente inútil.
O trio de heróis cumpria com eficiência as ordens do chefe Big D, que os chamava sempre que um super-vilão surgia para perturbar a paz. O palco portátil onde tocavam se transformava no Impossicar, um veículo voador, e lá iam eles lutar contra os bandidos gritando a famosa frase: "Vamos nós...", que ficou mais conhecida ainda na dublagem brasileira.
O desenho A Formiga Atômica estreou em 1965, trazendo as aventuras da formiga no programa intitulado “The Atom Ant Show”. A série durou três anos, sendo que no último a pequena heroína dividiu seu tempo nas telinhas com outro personagem da Hanna-Barbera Productions, O Esquilo Sem Grilo. Essa terceira temporada da personagem, com o nome de “The Atom Ant/Secret Squirrel Show” teve apenas 6 episódios.
A pequenina heroína também teve algumas participações na série A Turma do Zé Colméia.
A personagem também teve sua versão em quadrinhos aqui no Brasil, ela foi um dos destaques da revista Heróis da TV (publicada entre 1975 e 1977) e Astros da TV (publicada no início dos anos 80) da editora Abril. Também nos anos 80, a Formiga Atômica foi publicada, com outros personagens da Hanna-Barbera, pela revista HB Show, da Rio Gráfica Editora.
A Formiga Atômica é um dos personagens da Hanna-Barbera que mais se aproximam dos super-heróis tradicionais, ainda que em forma de paródia. Na verdade ela mais parece o Super Homem com anteninhas e bem minúsculo.
Primeiro super-herói criado pela dupla Hanna e Barbera, a pequena poderosa talvez seja o menor super-herói de todos os tempos, mas isso não importa muito porque ela pode voar, tem super-velocidade e força incalculável, assim, sempre surge quando alguém precisa de ajuda.
Ela mora em um confortável formigueiro próximo da cidade, equipado com um computador do tipo mainframe e uma pequena academia onde a super formiga adora se exercitar com gigantescos halteres, pesados demais até para um Arnold Schwarzenegger. Mas basta suas antenas atômicas detectarem um pedido de socorro, que ela larga o que está fazendo e entra em ação, gritando sua frase favorita: "Lá vem a triônica, a Formiga Atômica". Usando os seus superpoderes a pequena heroína enfrenta mafiosos, ladrões ou qualquer tipo de vilão que possa oferecer perigo a paz na cidade.
Em 1964 foi criada uma série de filmes para o cinema estrela por Peter Sellers, que não tinha muito haver com a personagem da Pantera Cor-de-Rosa que conhecemos dos desenhos animados. O primeiro filme da série, A Pantera Cor-de-Rosa, narra as aventuras do atrapalhado Inspetor Closeau correndo em busca do diamante que dá nome ao filme. Ele continua seguindo a jóia "pantera cor-de-rosa" por mais algumas seqüências como: A Volta da Pantera Cor-de-Rosa (1975), A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa (1976), A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa (1978) e os embaraçantes A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa (1982) e A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa (1983), já sem Sellers no papel principal.
Epodios
A primeira aparição da personagem em animação foi na abertura do primeiro longa-metragem. Friz Freleng e David DePatie foram chamados para criarem uma introdução para o filme, uma espécie de "mini" desenho animado que mostra o Inspetor Closeau correndo atrás da Pantera Cor-de-Rosa, só que, ao invés de desenharem o diamante, fizeram uma brincadeira ao pé-da-letra e desenharam a pantera que todos conhecemos. Apesar de só aparecer por alguns minutos na tela do cinema, a felina agradou tanto ao público que acabou ganhando uma série animada só dela.
a década de 80, surgiram muitos desenhos animados de qualidade. Thundercats conseguiu emplacar como um grande sucesso entre tantos outros já consagrados. O estúdio Rankin/Bass (EUA) foi o responsável pela riqueza de detalhes e a animação de primeira linha que chamaram e chamam até hoje a atenção de qualquer um que assista aos episódios. Thundercats entrou no ar em 1985, ano que muitos consideram como o ápice dos desenhos animados da década, e estreou já causando furor, conseguindo ficar constantemente entre os líderes de audiência. A série conta a história de sete personagens de uma espécie meio-homem/meio-gato, que fogem de seu planeta natal à beira da destruição, Thundera, para chegar no terceiro mundo - um planeta parecido com a Terra. Neste grupo de felinos estão incluídos Lion, líder dos Thundercats apesar de parecer um tanto quanto inexperiente para isso; Panthro, mecânico e mestre em artes marciais que usa seu nunchaku para combater os seres hostis que encontra; Tygra, o cientista do grupo, possui uma boleadeira com o poder de torná-lo invisível; Cheetara, capaz de desenvolver uma velocidade fora do normal enquanto corre e usa seu bastão acrobático para se defender; Wilykit e Wilykat são as crianças do grupo, dois irmãos que possuem bombas de gás para qualquer eventualidade; e por último, mas não menos importante, Snarf, protetor de Lion e responsável pelo lado mais cômico da série. Mas eles encontram dificuldades no terceiro mundo, onde habita Mumm-Ra, um ser semelhante a uma múmia que vive numa pirâmide mística, mais especificamente dentro de um sarcófago. Volta e meia evoca espíritos do mal para transformá-lo numa entidade mais poderosa capaz de enfrentar os Thundercats, mas assim que vê seu reflexo em algum lugar, volta ao antigo estado decadente. Junto com Mumm-Ra age um grupo de mutantes vindos também de outro planeta, Plun-Darr: Chacal, Simeano, Abutre e Escamoso.
Os Thundercats tiveram que se adaptar ao seu novo habitat e para isso construíram a Toca dos Gatos, uma fortaleza monumental capaz de abrigá-los e protegê-los de ataques inimigos, graças aos avançados esquipamentos de rastreamento e artilharia. O que merece destaque no arsenal dos felinos é o famoso Thundertank. Construído por Panthro, é capaz de enfrentar quase qualquer tipo de terreno. Possui diversas armas e nele é possível transportar todos os Thundercats. É um veículo versátil e muito original. Aliás, originalidade é um fator constante nesta série animada. Todo o universo criado em Thundercats continua sendo extremamente inovador apesar de produzido há quinze anos. Exemplo disto é a espada usada por Lion para se defender. A Espada Justiceira (Sword of Omens) tem um visual magnífico. Ela traz o Olho de Thundera, símbolo dos Thundercats - e que símbolo! - em posição de destaque, e ornamentos ao seu redor dão o acabamento. Além disto, ela tem poderes muito interessantes. Quem não se lembra de Lion gritando "Thunder, thunder, Thundercats... Hooooo!" enquanto brandia sua espada no ar para chamar seus amigos onde quer que estivessem? Ou então da frase "Espada Justiceira, dê-me a visão além do alcance", que fazia o Olho de Thundera mostrar a Lion uma imagem de algo acontecendo longe de onde estava. São frases que ficaram tatuadas na memória de qualquer fã da série.
Infelizmente Thundercats deixou de ser produzida em 1986, ficando ainda muito a ser explorado por seus criadores. Mas com certeza deixou sua marca no segmento da animação. Este desenho tão denso artisticamente e capaz de gerar tantos produtos no mercado - que variavam de bonecos e veículos de brinquedo a lancheiras e réplicas de plástico da Espada Justiceira ? mostra o quanto que a indústria de animação está devendo ao seu público atualmente. "Thunder, thunder, Thundercats... Hooooo!"
Patolino é um personagem animado da série Looney Tunes da Warner Brothers. Foi o primeiro membro dos personagens “de personalidade excêntrica” que surgiram nos anos 1930 para suplantar personagens “de personalidade comum”, como Mickey Mouse, popular nos anos 1940. Patolino surgiu de modo caricato em 1937, em “A caça ao Pato de Gaguinho” (Porky’s Duck Hunt) e se tornou um dos personagens mais loucos da história dos cartoons. Até ali nunca se tinha criado nenhum personagem assim e foi como resposta à reação positiva ao Patolino que a Warner criou uma faceta mais louca e cômica. Pelas mãos de Tex Avery, Bob Clampett, Frank Tashlin, Friz Freleng, Art Davis e Robert McKimson, este pato negro tinha de ser a estrela num dos desenhos mais famosos de todos os tempos. Nos primeiros anos, Patolino foi um pato hiperativo, agressivo e dominante. Ao contrário do Gaguinho que foi brando amaneirado e tímido. Eles formaram uma dupla estabelecida e fizeram muitas aparições juntos. A audiência facilmente relacionava esta luta épica entre o pequeno pato preto imprevisível e este porco agradável e bochechudo. A seguinte grande modificação em Patolino veio quando Chuck Jones o juntou com o Pernalonga. O Patolino passou de um pato neurótico a um pato pensador. A sua personalidade é agora a astúcia, a conspiração, gananciosa e um tanto agressiva em alguma das suas diligências. Isto ficou bem com a conduta fresca, pensadora de Pernalonga, e fez um conflito que ainda vive até hoje.Mesmo com todo seu planejamento difícil, Patolino nunca pareceu sair no topo. A sua atitude egoísta “dos meus”, com relação à sua fome da prosperidade, foi sempre a queda de qualquer plano bem posto. O que fez isto uma boa combinação com o seu público foi o fato que eles podem relacionar-se a ambos os lados. A voz foi criada por Mel Blanc, com o objetivo de ser uma imitação do produtor Leon Schlesinger, que o achava extremamente engraçado, nunca percebendo que era uma paródia à sua própria voz, mas Blanc afirmou em sua auto-biografia que ele imaginou a pronúncia por causa da grande mandíbula do pato. Depois da morte de Blanc, o pato foi dublado por Jeff Bergman (1990-1993), Greg Burson (1993-1996), Dee Bradley Baker (no filme Space Jam) e desde 1996 é dublado por Joe Alaskey. Em Portugal, é dublado por Carlos Freixo. No Brasil, foi dublado por Waldyr Santanna, Carlos Marques, Orlando Drummond, e desde 1996 é dublado por Márcio Simões (que também faz Frajola).
- Hey Toro ?
- O que é Pancho ?
- O Gafanhoto está chegando
- Obaaa....vamos come-lo. A dupla de paspalhões do brejo vivia tentando capturar e comer o gafanhoto, mas sempre se davam muito mal. Como sempre o gordo era o mandão e o magro o bobão. Uma versão do brejo do gordo e o magro. A série foi criada nos anos 60 pela produtora Depatie Freleng e era apresentada junto com o desenho da Cobrinha Azul.